PENSAMENTO ECONÔMICO E SAÚDE: TRAJETÓRIA HISTÓRICA E IMPLICAÇÕES CONTEMPORÂNEAS
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v6i2.306Palavras-chave:
Economia da Saúde. Neoliberalismo. SUS. Determinantes Sociais. Políticas Públicas.Resumo
A relação entre economia e saúde constitui um campo interdisciplinar essencial para a compreensão das dinâmicas sociais, políticas e produtivas que moldam os sistemas de saúde. Este estudo analisa a trajetória do pensamento econômico e suas implicações para o campo da saúde, com ênfase nas contribuições e limitações da abordagem neoclássica, bem como nos efeitos do avanço do capitalismo e do neoliberalismo sobre as políticas públicas e a organização dos sistemas de saúde. Trata-se de uma revisão narrativa, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos da economia política e da saúde coletiva. Os resultados indicam que a evolução do pensamento econômico contribuiu para a consolidação de uma visão tecnicista e produtivista da saúde, especialmente a partir da economia neoclássica, reduzindo-a a um fator de eficiência econômica. Em contraposição, abordagens críticas destacam a determinação social do processo saúde-doença e os impactos das desigualdades estruturais. Conclui-se que a compreensão ampliada da saúde como direito social exige a superação de modelos reducionistas e o fortalecimento do papel do Estado na regulação, no financiamento e na garantia do acesso universal.
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