DESINFORMAÇÃO DIGITAL E DISPUTAS SIMBÓLICAS: IMPLICAÇÕES ÉTICO-PROFISSIONAIS PARA O SERVIÇO SOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.63026/acertte.v6i1.293Palavras-chave:
Desinformação digital. Serviço Social. Ética profissional.Resumo
Este artigo analisa a desinformação digital como fenômeno estrutural da sociedade contemporânea e examina suas implicações ético-profissionais para o Serviço Social. Parte-se da compreensão de que as Fake News não constituem meros desvios comunicacionais, mas integram disputas simbólicas que influenciam percepções sociais, decisões políticas e o acesso a direitos. Fundamentado em pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica e exploratória, o estudo dialoga com referenciais do Serviço Social, da sociologia e da filosofia, articulando categorias como poder simbólico, capitalismo informacional e projeto ético-político profissional. A análise evidencia que a circulação de conteúdos falsos ou manipulados interfere nas mediações institucionais que estruturam a prática do assistente social, especialmente ao reforçar estigmas, fragilizar vínculos de confiança e dificultar o acesso a políticas públicas. Destaca-se que, em contextos de crise, como a pandemia de COVID-19, a desinformação impactou diretamente a adesão a políticas sanitárias e sociais, ampliando as demandas informacionais no cotidiano profissional. O artigo sustenta que o enfrentamento da desinformação requer estratégias que integrem formação crítica, educação informacional, fortalecimento institucional e compromisso com a produção de conhecimento qualificado. Conclui-se que a incorporação da dimensão digital às análises sobre questão social é indispensável para reafirmar o compromisso do Serviço Social com a defesa dos direitos sociais, da democracia e da justiça social.
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